Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
quem não trabuca manduca mais
entre tanto menear de anca e gastar a sola da havaiana na lusitana calçada, a escrita encontra-se minguada. mas a uma mini ou média não digo que não. a um verde, a um branco, a um tinto também não. assim que me vem uma ideia à cabeça, peço logo um pires de caracóis. essa amêijoa está a sair ou não?
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
quem faz um filho
passeios e asseios públicos
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
agora o que me apraz dizer é isto
| São Paulo (GRU) | Lisboa | 16 Jun, 17h10 | 17 Jun, 06h55 | Económica | 2 pieces |
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

a/c pessoal informatizado da favela e judeus: é grátis.
não chegamos num "cadillac 52" - já estamos aí.
Domingo, 31 de Maio de 2009
teclado novo
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Domingo, 24 de Maio de 2009
aos domingos com o guru do meier
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
kid alfinete
tenho para mim que os riscos são os do sexo tardio, mas deixai-os perorar. sobre tudo eles querem perorar. eles querem perorar, sobretudo. deixai-os.
ibirubá (rs): o menino a e a menina k, de tenra idade e tenras carnes, foram fazer malandrices pro quarto e o amigo filmou com o telemóvel. a coisa espalhou-se pela net, e deixou a pequena cidade em polvorosa. taí a reportagem. para os mais curiosos (chama-lhe nomes), aqui fica o link para o vídeo.
em referência à genitália do moço, alguém o apelidou de kid alfinete. depois é a velocidade das coisas. no orkut, a comunidade; o vídeo com esse nome. acho que não se sobrevive a um epíteto desses. tenho pra mim que esse kid alfinete nunca mais s'endireita.
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
olhó vídeo
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
ruminações atlânticas
pois, pá.
lembrei-me da coleguinha que dizia "eu tenho preguiça de pôr os acentos". se fosse hoje tinha-lhe espetado um soco no olho. tornei-me mais violento com o passar do tempo. lembrei-me dela não por socos nos olhos (que no bar aqui ao lado distribuem como o pingo doce distribui maçãs reinetas), mas porque escrevi a palavra sem acento e, quando olhei para ela, disse: não, pá, estou com preguiça, e ri-me sozinho, lembrei-me dela, a puta não punha acentos porque tinha preguiça, se fosse agora levava um soco no olho e um pontapé na boca. tornei-me mais violento com o passar do tempo.
pois, pá. mas eu não estava a falar disso. disso, não sei bem o quê. agora não lembro, mas vinha falar sobre qualquer outra coisa. não que eu saiba o que é esta, digo outra no sentido de... no sentido.
pois, pá. vou ali buscar uma cachacinha, talvez me lembre. dessoutra coisa, claro. não sei se me fiz entender. acontece-me bastante, nos últimos tempos. a mim, vejam bem, que não há só gaivotas em terra, não é isso: a mim que mesmo com toda a preguiça teimo em pôr os acentos nas palavras. e aquela filha-da-puta, eu se fosse hoje... nem sei que lhe fazia. tornei-me mais fanfarrão com o passar do tempo.
pois, pá.
depois eu até me lembrei do que ia dizer
fiquei a pensar quando ela disse: mas ele é só garganta, e depois pensei que ser só garganta é sempre muito diferente, por que não é o mesmo eu dizer da minha namorada: ela é só garganta, ou de um anão, por exemplo, com anão dizer isso é uma ofensa, é um problema, é uma chatice por que ele vai logo pôr-se em bicos de pés e a situação fica estranha, incómoda, sobretudo incómoda, cabrão do anão, só me faltava este agora, o caganito.
Domingo, 17 de Maio de 2009
Sábado, 16 de Maio de 2009
a pedido de várias famílias e de dois calhaus à entrada do bloco c7, na avenida luís de camões, em miratejo
-e com uma sede-
salvo erro
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
paradoxos
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
não esquecerei tão cedo aqueles joanetes
a dúvida
- não, sou português.
- português? português de portugal?
- pois, acho que só há desses.
mas também eu começo a duvidar.
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
bom dia
Domingo, 10 de Maio de 2009
seguimos cantando o ilustre peido lusitano
que o pleito acende e o odor ao gesto muda
aos domingos com o guru do méier
quando duas pessoas odeiam a mesma pessoa, têm a impressão de que se estimam.
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
e ultrapassar os limites?
Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Terça-feira, 5 de Maio de 2009
"ai se fosse o meu"
e não foi de meias medidas:
nada de entrada por entrada
- foi entrada por saída.
maria cheia, ó cheia maria
ficou sem graça
maria cheia do espírito santo
maria cheia
enchendo
às 8, às 11,às 13, às 17, às 20, às 23
maria cheia
maria enchendo
o bandulho
maria vai arrebentar pelas costuras.
golden shower
abri a braguilha, mijei-lhe
na boca antes que o cabrão
lançasse fogo, combustão
dois minutos
mas depois achei demais, eu arrumo isso
em dois ou três, eu disse
às vezes é isto:
dá-me para a fanfarronice.
aristocracia falida
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
enologias
singela homenagem ao tinto vô luiz, uva bordô, fabricado em 2008 e comprado sábado na feira do centro de florianópolis.
Domingo, 3 de Maio de 2009
se eu soubesse rabiscava
aos domingos com o guru do méier
Sábado, 2 de Maio de 2009
meia tarde de sábado
venha essa caipira.
porque hoje é sábado, amanhã domingo
Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
a verdade mora ao lado ou a mais bela frase do dia
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
murmurações
existências singulares também se fazem disto:
parti um dente a comer muesli.
na embalagem dizia granola.
nunca devia ter deixado as farinhas lácteas.
meu rico nestum.
fui ao dentista, disse-lhe: quebrei o dente a tomar o pequeno-almoço; o que eu disse foi: quebrei o dente a tomar o café da manhã; mas juro que não estava comendo pedras (assim mesmo, todo gerúndio). um gajo sem dente dá-lhe para ficar amaneirado, que não é o mesmo que dizer "à maneira", se bem que às vezes sim, depende se for no miratejo, por exemplo, ou na nazaré - é style é.
ali na favela do morro da cruz também.
parece que o que sobra do dente não vai prestar para sustentar restauração. é um dos lá de trás, um bom amigo que moía picanha como ninguém. até porque estava desvitalizado, que é uma maneira assaz simpática de dizer: morto.
antes atrás que à frente, pensei eu, mas depois achei que a frase era dúbia, e é preciso ter cuidado com o dúbio, que é um tipo excitável. duvidoso. ou duvidável, diria amigo meu da mais fina estirpe. ainda hoje, aliás, falei com ele: apanhou-me a caminho do banho, ali no quadrado do gmail, quando vinha espreitar se recebera um mail esperado. convite: para imagem e voz.
foi a minha primeira vez. e, como tantas outras primeiras vezes em tantas coisas outras que envolvem o face a face, um gajo estranha-se, todo desfazado, consternado, constrangido e até confrangido.
eu fui ali ao priberam dar uma olhada naquelas duas últimas malandras, o constrangido e o confrangido, porque não estava certo do que cada uma significava, confundo-as sempre. e que vi lá?
palavra do dia
palavra do dia?
palavra do dia: vacuidade.
palavra do dia
vacuidade (u-i)
u-i.
voltando ao dentista: parece que vou ter que fazer uma coroa. já? não pensei que fosse ser promovido tão depressa.
e lá falámos, e via-o ali na tela inteira, o amigo, uma cabeçorra na tela inteira, não pelo tamanho da cabeça, entenda-se, mas pela colocação da câmera, num close up levado às suas consequências mais extremas.
quais são as consequências mais extremas?
(- apanhei-te).
e até lhe disse: estás bonito, pá.
eu sempre defendi que quanto menos píxeis melhor.
às vezes sou torcido, como diz a minha mãe, fazendo um estranho gesto ao dobrar o indicador em riste.
com esta do dente é que eu não contava. mas se é para ter um dente de cerâmica, vou consultá-lo sobre a possibilidade de ser em porcelana da china. é o toque.
melhor é pôr um dente d'alho.
e depois, como era a minha primeira vez, e a propósito de virgindades, o amigo enviou-me isto de uma tal margarida menezes. fiquei com um ódio à moça - não um ódio escrito, mas um ódio com sua representação física, praticamente visceral; levantei-me, andei às voltas pela casa, tive que parar para um café e respirar fundo.
é dum gajo ir aos arames.
ou em arame enfarpelado.
:> sorriso em v.
vou treinando o sorriso em v, que não deixa ver o buraco.
o espaço desocupado na fileira.
sou o azia. tenho vinticinco anos. falta-me um dente.
boa noite.
mas depois vi isto, dica da revista que entretem a espera no consultório, mais uma para o clube das virgens, quase 48 anos, nunca foi beijada*. olha, que engraçado, parece a adília lopes.
mas em estrondoso.
a lágrima sambou no olho.
depois levantei-me e fui lavar a loiça, vamos lá rapazote que a vida não é isto.
* "mas isso não é propaganda!". que dignidade.
uma rua que passa disso
Terça-feira, 28 de Abril de 2009
dass
sombra
Domingo, 26 de Abril de 2009
o ponto da citação e as bienais de arte
gata lá de casa
aos domingos
aos domingos com o guru do méier
Sábado, 25 de Abril de 2009
traz mais duas


"Onde fica o pólo Norte?", pergunta o primeiro.
O pingüim da revista contempla com tristeza o amigo. Sem se importar com os traços evidentes de bebida no bafo do colega, explica a ele que não há mais necessidade de diferenciar o substantivo "pólo" (aprazível paragem de veraneio de qualquer pingüim encalorado) da antiga preposição aglutinada polo (por+o), destronada por "pela", sem contar a combinação de pôr e lo, "polo" - como em: "Onde devo pô-lo, meu suéter pólo?"
"No fim do mês será tudo sem acento", esclarece.
"Qüem, qüem", balbucia o cervejeiro, o olhar perdido numa aurora austral.
"Não!", subleva-se a ave letrada. "Não: o correto agora é 'quém, quém'."
"Quem o quê?", indaga o bêbado.
Tomado pela sensação de dever para com sua espécie - uma das mais prejudicadas pelo novo acordo ortográfico -, o pingüim da revista pega o amigo pela asa e põe-se a explicar as mudanças pelas quais passou a língua portuguesa desde o início do século XX:
"Até 1911, você seria um penguím. Havia também uma porção de ípsilons e pê-agás na língua. Pois os portugueses resolveram botar ordem na casa. Só que o acordo de 1911 não foi adotado no Brasil, que seguiu falando um português antigo e pomposo."
O amigo o encara com o semblante de um pingüim que bateu a cara num iglu, se iglu houvesse no pólo - ou polo - Sul.
"No início da década de 40, acadêmicos portugueses e brasileiros resolveram unificar a língua e assinaram um acordo que colocaria, enfim, os pingos nos is das suas, deles, diferenças ortográficas. No entanto, por se tratar de acadêmicos, e ainda por cima lusos e brasílicos, o acordo não unificou nada.
"Mas nessa época eu ainda era um penguím?"
"De maneira alguma. O tratado de 1943 marcou a chegada do que é o sinal diacrítico mais importante da história, pelo menos no que diz respeito à nossa espécie: o trema."
Seu colega põe-se a chacoalhar a cauda, e depois o corpo inteiro. "Assim?", pergunta.
O pingüim da revista abre seu exemplar do Dicionário Houaiss, um tanto amassado pelo uso, e recita: "O trema é um sinal diacrítico, usado sobre a letra u, dos dígrafos gu e qu, nos vocábulos em que essa letra, seguida de e ou i, é pronunciada: agüentar, cagüira, eloqüente, qüinqüenérveo." "Parece-me uma coisa suspeita", diz o outro pingüim, finalmente despertando para a magnitude do problema. "Qüinqüenérveo?"
O sóbrio pingüim prossegue, satisfeito: "E a coisa não para por aí."
"Para por o que aonde?"
"Não! 'Para', do verbo parar, em oposição à preposição 'para'. O acento que diferenciava certas palavras também não existe mais, lamentavelmente."
O outro pranteia o fim do acento diferencial, em solidariedade.
Continua o pingüim da revista:
"E quem sai perdendo somos nós, os pingüins brasileiros. Portugal, talvez por não ter pingüins, aboliu o trema em 1946. Os esfeniscídeos nacionais tornaram-se os únicos a carregar o estandarte dessa tradição, que em certos países tem o mesmo estatuto de outros diacríticos mais badalados, como a cedilha e o til. Na Alemanha, não se anda duas quadras sem um trema. Na França, é possível andar duas quadras, mas não se sai do arrondissement sem um bom par de tremas, ou seja, quatro mimosas bolinhas
"Mas na Alemanha", retruca sorrateiramente o amigo da cevada, "o trema tem uma função diferente. Conhecido como Umlaut, ele pousa sobre as vogais a, oe upara indicar a mudança de som. A Gisele Bündchen, por exemplo, seria pronunciada "Bundchen" se não fosse o Umlaut.
O retruque deixa o pingüim sabichão sem palavras. Ambos imaginam um mundo sem pólo, sem trema e sem Gisele Bündchen.
"Mas e de quem foi essa idéia infeliz de abolir o trema?", pergunta, de súbito, o mais burrinho, que aos poucos atenta para o golpe que a nova regra assestará na auto-estima pingüinácea.
"Na verdade uma ideia, já que os ditongos abertos ei e oi também não levam mais acento. O fim do trema foi - arram! - uma epopeia. Em 1971, cortaram um bocado de acentos, os mais divertidos, na minha opinião. Imagina, aceitar gêlo sem chapeuzinho, foi difícil. Mas por motivos que nenhum pingüim jamais soube, o trema ficou."
O outro pingüim, cada vez mais apegado ao seu trema, imagina que perdê-lo será o equivalente, até pela semelhança, a perder seus testículos.
Imbuído de sentimentos solidários, a ave da revista (com ou sem trema, o pingüim segue sendo uma ave) improvisa um palanque de neve e proclama: "Nosso dever é assegurar uma transição civilizada dentro da categoria. Há uma legião de pingüins confusos por aí, à mercê de toda sorte de faux pas ortográficos. Embora se torne obrigatório apenas em 2013, ano que vem já está valendo, e em 2010 todos os livros de escola estarão despidos de tremas. Os portugueses têm até 2014."
"Eu vou segurar o meu trema até o último minuto", decidiu o cevador.
"Não seja um pingüim anacrônico. O ano praticamente acabou, o acordo ortográfico está aí. Que desejemos boas-vindas às novas palavras. Feiura, enjoo, paleozoico, micro-ondas. Vão chegando, a casa é sua."
"E Piauí?"
"O que tem?"
"Leva acento?"
"Passou raspando.
Piauí foi salva por uma exceção. Palavras com o i e o u finais e tônicos, precedidos de ditongo aberto, perderam os agudos. Mas só as paroxítonas. E Piauí, como você está careca de saber, é oxítona. Tuiuiú também se safou. Mas baiuca vai ter que se acostumar."
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
almoço
fui a correr pôr a massa, que já estava a tampa da panela no seu sambinha; não tenho esparguete. terminou. este fim-de-semana não fizemos compras. só fusili, parafuso.
é a última porção de fusili. ontem queria café para oferecer às pessoas que vieram cá a casa, mas também não havia. há dois fins-de-semana que não vamos ao mercado.
só sobra arroz. há três fins-de-semana que não vamos ao mercado.
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Domingo, 19 de Abril de 2009
almeida garrett e o close up
o ponto da citação
Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
acordares
pavio rabett puxa dos seus sacrossantos galões
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
"picachus e o caralho"
Terça-feira, 14 de Abril de 2009
se ele quiser, que vos conte
na segunda houve praia, primeiro a do matadeiro, onde os pescadores terminavam de matar as baleias, protegida por um morro coberto da exuberante mata atlântica; ventinho e água fria, que era de manhã cedo, fez-se a praia sem banho, a cerveja e casquinha de siri, que na casquinha é que se está bem. se ele quiser que vos conte.
(praia do matadeiro)
(pântano do sul)
(mercado público)
para o jantar, sushi em casa já depois da meia-noite, que os meninos se perderam no "iega" entre pastéis da camarão (os melhores da cidade? até prova em contrário - uma perdição).
quarta-feira, rumar à praia mole, que encontrámos praticamente deserta, devido ao dia ventoso que amanheceu. não deu para comprovar a beleza das ilhoas que por lá pululam em dias quentes, mas ficou o encanto da praia, deserta e ao vento.

(praia mole)
as praias aqui, sendo diferentes umas das outras, têm uma característica em comum: morro à direita, morro à esquerda, ilhota em frente.
(lagoa da conceição)
(jurerê internacional)
(sto. antónio de lisboa)
houve ainda jantarada no starck, restaurante do confraria das artes (a precisar de um aquecedor de pratos e de um auxiliar de cozinha).
houve um queijo da serra delicioso (apesar do congelamento) - os parabéns à cozinheira. houve um porto ferreira vintage (de 1995) que não envergonharia um três velhotes - terá sido do voo? uma ida a são josé, ao galpão pegorini, para uma orgia de carnes e enchimento de mula, passe a expressão, que somos todos gente elegante. maminha? aceito. fraldinha? aceito. banana? aceito.
p.s.: estamos a falar de florianópolis, sc.
remodelações
Domingo, 5 de Abril de 2009
a infâmia declarada como tal
um seio espreita curioso da blusa
numa vigília acidental
oh, capcioso capricho, que mágoas carpis?
malvadezas torpes, trapaças e ardis.
ajoelhas-te. pretendes d-i-z-e-r,
soltar o verbo diante da divindade
: quero morder-te o elemento líquido
o cigarro ardendo ainda, o copo
menos cheio que vazio
mais uma cerveja, por favor
mais uma vida, se não se importar
ou que se importe
pode ser made in china ou bangladesh
mas traga-me depressa uma cerveja
Sexta-feira, 3 de Abril de 2009
proverbios y cantares - XXIX
el camino y nada más;
Caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.
Al andar se hace el camino,
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino
sino estelas en la mar.
Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
pincelada
Terça-feira, 31 de Março de 2009
Sexta-feira, 27 de Março de 2009
Quinta-feira, 26 de Março de 2009
retrato
Quarta-feira, 25 de Março de 2009
Sexta-feira, 20 de Março de 2009
breve momento de devoção no azeite&azia
a hora e vez de don azia, o ateu
no fundo, agradecer a deus pelo belo quinhão com que me vem presenteando há tantos anos.
amém.
os acordares de geberit
Quinta-feira, 19 de Março de 2009
o ponto da citação
no entretanto, vamos acender os nossos charutos, e deixemos os precintos aristocráticos da ré: à proa, que é país de cigarro livre.
não me lembra que lorde byron celebrasse nunca o prazer de fumar a bordo. é notável o esquecimento no poeta mais embarcadiço, mais marujo que ainda houve, e que até cantou o enjôo, a mais prosaica e nauseante das misérias da vida! pois num dia destes, sentir na face e nos cabelos a brisa refrigerante que passou por cima da água enquanto se aspiram molemente as narcóticas exalações de um bom cigarro de havana, é uma das poucas coisas sinceramente boas que há neste mundo.
fumemos!
almeida garrett, viagens na minha terra, cap. I


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